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Há dias fui pela primeira vez a uma consulta no meu centro de saúde. Tinha consulta às 13h30 e 15 minutos antes já lá estava, pensando eu que aquilo era realmente a hora a que eu ia ser atendido. Ao sentar-me na sala de espera, notei que estavam a chamar pessoas por números e não pelo nome. Perguntei às outras pessoas e explicaram-me que as consultas de toda a gente foram marcadas para as 13h30 e que a ordem de atendimento seguia a ordem em que foram marcadas as consultas (não a ordem de chegada no próprio dia). O meu número estava no recibo de pagamento e as “simpatias” da recepção assumiram que eu dominava perfeitamente este sistema macabro, logo, não se incomodaram a informar-me. Eu era o número 11. Escusado será dizer que eles pedem às pessoas para estarem lá às 13h30 sabendo que algumas delas só vão ser atendidas lá para o fim do dia. No meu caso esperei duas horas… Depois, as pessoas na sala de espera estavam a perguntar-se quais eram os números uns dos outros, quando oiço uma senhora com o seu filho chorão ao colo dizer “Eu sou das urgências, por isso sou a ultima”. Ou seja, a criança doente em sofrimento, se calhar com febre ou com dores, teve que esperar que o Zé Manel e o Joaquim fossem à Dra. mostrar as análises à urina e fazer o checkup para ver se está tudo bem. Mas nem falo no facto de ser criança, mas sim de ser alguém em sofrimento. Se me aparecerem amanhã 40º de febre é obvio que não vou ter consulta marcada para o próprio dia, no entanto estando em sofrimento devia ser atendido primeiro. Com isto tudo, lembrei-me que há coisa de uns 10 anos atrás o meu exemplo aconteceu realmente. Não sou pessoa de ir ao médico por tudo e por nada. Sou daqueles que espera para ver se passa sozinho. Mas há muitos anos atrás, senti-me mal e com febre ao ponto de ir ao centro de saúde. Estava cheio. Nem havia lugar para me sentar. Fui para o fim da fila. Fiquei lá em pé à espera quando mal me aguentava de olhos abertos. Não estava bem de maneira nenhuma. Encostei-me à parede e acabei por me sentar no chão. Ao fim de muito esperar e a minha vez pouco se aproximar, decidi que preferia ir para casa morrer do que ficar ali mais um minuto. Provavelmente pensaram que “afinal não era assim tão urgente”, no entanto fui-me embora por não aguentar mais. Nem cheguei a aperceber-me se já tinham o sistema dos números na altura. Fiquei também a saber que se estiver num hipermercado ou em qualquer sítio perfeitamente banal as pessoas acompanhantes de crianças ao colo tem prioridade, mas que se essas pessoas adoecerem e precisarem de uma consulta de urgência ficam no fim da fila. Só faltou carimbarem-me o número no “lombo” com um ferro em brasa e meterem-me o brinco na orelha a dizer que já estou vacinado.
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Nunca me vou fartar deste video
Especial atenção para a parte com o cão à entrada do metro aos 20 segundos (aprox)
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O que fazem quando algo requer força de vontade e não se sentem capazes? Que técnicas utilizam para combater a falta de vontade? Como se organizam? Utilizo frequentemente, em forma de brincadeira, a expressão “apetece-me tanto fazer isto como morrer”. Não deve andar muito longe da realidade! Sou provavelmente a pessoa mais desmotivada, preguiçosa, ou seja lá o que for, que existe. Desperdiço tudo o que é oportunidades e vou adiando e arrastando tudo o que aparece. Tudo porque não tenho força de vontade. A minha mente tem tendência a desconectar-se da realidade e custa-me sair desse mundinho para me dedicar a algo ou mesmo concentrar-me em algo que, supostamente, já estou a fazer. Sinto-me em stand by. É um desperdício.
Current Music: The Future Sound Of London - Everyone In The World Is Doing Something
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Quantas pessoas se sentem perdidas e infelizes sem que saibam o motivo para estarem neste estado? Por vezes o motivo está à vista. O problema não está em encontrar a causa, mas sim em aceita-la e seguir em frente. Não basta encontrar um “culpado”, é preciso saber “perdoar”. Não digo com isto que, por exemplo, alguém que tenha sido vítima de violência infantil passe a dar-se bem com a pessoa que praticou (ou ainda pratica) os actos de violência e a fingir que nada aconteceu. É evidente que nos devemos tentar afastar da fonte do problema. Digo sim que se aceite a existência de motivos para as injustiças acontecerem. Neste caso, talvez uma perturbação mental da pessoa que pratica a violência. O Homem não é um ser totalmente racional. Perdoar um adulto normal não é diferente de perdoar uma criança ou um cão por fazerem uma asneira. No entanto sabemos perdoar quando a criança e o cão o fazem sem que isso nos afecte, mas não sabemos perdoar o adulto. Como podemos levar algo a peito vindo de um animal irracional como é o Homem? Temos que aprender a aceitar que a vida é injusta. Não faz o mesmo clima em todo o mundo. A riqueza e oportunidades estão mal distribuídas. Os professores de uns não são tão competentes como os professores de outros. A distância para o local de trabalho não é a mesma para todos. A inteligência não é igual para todos. As pessoas são simplesmente animais. Sejam quais forem as condições, não são iguais para todos. Temos que deixar de usar as nossas energias a sentir mágoa, revolta e a carregar com o peso do mundo. Temos que concentrá-las em encontrar o caminho para o nosso bem-estar, felicidade e paz interior. Temos que nos pôr do lado das soluções e não dos problemas. Current Mood:  relaxed Current Music: Killing Joke - Adorations
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Sep. 2nd, 2008 @ 09:38 pm
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Sinto a falta não sei muito bem do quê. Da forma como sentia antigamente. Quanto mais velho fico mais fracas são as sensações. Mesmo aquelas que são novidade. Ou será uma perturbação mental? O que é facto é que já não tenho os orgasmos psicologicos que tinha antigamente. é tudo tão... fraco. Ou então sou eu que preciso de doses mais fortes. Será que os adolescentes sabem a sorte que têm?
Current Music: Mão Morta - Budapeste
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Quando recebemos uma má noticia, a alegria que se sentia há momentos atrás deixa de fazer sentido. As piadas que eram extremamente engraçadas deixam de ter piada. A boa disposição desaparece dando lugar à apatia. A leveza é substituída por um sentimento pesado. A força de vontade transforma-se em pessimismo. Tudo aquilo que sentíamos de bom há segundos atrás deixa de fazer sentido no instante seguinte. A vida passa a ser vista com outros olhos no passar de cinco segundos. Fenómeno curioso… Current Music: Tuxedomoon - Desire
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Música
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May. 13th, 2008 @ 01:56 am
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Lembro-me da alegria que era comprar um CD quando era adolescente. Não tinha dinheiro, Internet nem gravador de CD’s. Usava um gravador de cassetes, para gravar alguns CD’s de amigos. Ou mesmo cassetes que eles já tinham gravado de cassetes, que também já tinham sido gravadas de cassetes... Gravava também músicas da rádio. Ficava horas na esperança que passasse uma música que gostasse. Ouvia todos os álbuns que tinha detalhadamente. Sentia-os de uma forma intensa e conhecia-os ao pormenor. Ainda hoje não me esqueci deles. Das letras, das musicas. Mesmo aqueles que deixei de ouvir. Os novos conhecimentos e informação musical eram feitos de boca em boca. Ou na rádio, quando se apanhava algo diferente do pop comercial que se costuma ouvir. Lembro-me do que era arriscar comprar um CD conhecendo apenas uma música. Da sensação que era ter acertado na opção de comprar esse CD, da sensação de frustração de quando não gostávamos do CD. Lembro-me de já estar farto de todos os álbuns que tinha e ansiar por algo novo e fresco, sem que isso aparecesse facilmente. Lembro-me de quando comprava um CD que gostava. Estava semanas quase exclusivamente a ouvi-lo. Grande parte desses CD’s fazem-me sentir nostálgico em relação a certas fases da minha vida. Era mais fácil isso acontecer nessa altura do que agora. Agora cedo ao impulso de conhecer tudo o que me desperta interesse. Isso faz com que não aprecie verdadeiramente e aprofundadamente os álbuns que valem mesmo a pena. Sinto-me tentado a voltar ao sistema antigo… Current Music: The Pixies - Where Is My Mind?
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Errar
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May. 5th, 2008 @ 01:45 am
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Quem diz que só quem não faz é que não comete erros está redondamente enganado, pois não fazer é o maior erro de todos.
Current Music: Tres Cuervos - Tu Espiritu
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Quantas vezes nos deparamos com um desafio e nos sentimos completamente perdidos quanto à forma de o superar? Eu sinto isso frequentemente. Existem duas formas de lidar com isso. Enfrentar o problema, investigar e procurar a solução, ou simplesmente desistir. Desistir porque se sente aversão ao desafio. O esforço e o medo de falhar causam uma repulsa tal que se pensa ser preferível nem tentar. É um sentimento irracional, visto o falhanço ser igual quando tentamos e não conseguimos, ou quando desistimos. Mas com a agravante de sentirmos um peso maior nos ombros. O peso da responsabilidade a que tentamos fugir. Acordar completamente enjoado e desejar dormir para sempre. Questionar a alegria que se tem de viver. Não sentir vontade de sair nem de se divertir. Não enfrentar os desafios torna-nos pessoas paralisadas para a vida. Para os enfrentar precisamos de ser pessoas organizadas e auto disciplinadas. Ganhar métodos e experiência. Nunca adiar! Acredito que a nossa felicidade pode depender disto.
Current Music: Sunshine Blind - Keyslough
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Até que ponto passamos a vida a proteger-nos de pessoas com atitudes que não consideramos saudáveis e levamos a intolerância ao exagero? É inevitável, todas as pessoas com quem nos damos tomam atitudes de que não gostamos. É preferível então ficar sozinho? Talvez não. Talvez essa protecção esteja na verdade a proteger-nos da felicidade. Talvez seja possível adaptarmo-nos às pequenas “perturbações mentais” dos outros e desfrutar de tudo o resto que essas pessoas têm para nos oferecer. Talvez seja um negócio onde, independente de termos sentimentos por essas pessoas ou não, até estejamos a sair a ganhar.
Current Music: Death In June - The Honour Of Silence
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Não há humor mais negro que o de Deus. Não há humor mais negro que o do destino.
Current Music: Death In June - God's Golden Sperm
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Não sou giro nem atraente. Sou fofinho. Pelo menos é aquilo que mais oiço a meu respeito. És fofinho para aqui és fofinho para ali. Por mais que eu me tente livrar dessa ideia não sou capaz. Posso-me vestir de preto com correntes, botas de biqueira de aço, usar caveiras e fazer ar de mau que me continuam a achar fofinho. “Ahhh ele é tão querido” Quantas vezes já não ouvi esta frase dita por alguém à minha frente como se eu nem sequer estivesse presente!! Como se estivessem a falar de um bebe! Eu desperto o instinto maternal nas pessoas! Algo está errado. Arghh
Current Music: Ramones - Endless Vacation
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Resolver problemas a nível social não destrói a minha frustração existencial. Isto deixa-me terrivelmente pessimista. Quando estiver feliz, será com tristeza como pano de fundo. Quando alcançar objectivos continuarei a não me sentir realizado. Tudo aquilo que poderei alcançar nesta vida me parecerá insignificante. Mesmo que eu ponha fim à guerra no mundo não sentirei o meu propósito cumprido. O meu propósito é saber algo que o ser humano não pode alcançar. Nunca o poderá alcançar no meu tempo de vida. Não tenho razão para viver. Current Music: Portishead - Half Day Closing
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Quanto mais os anos passam menos me preocupo. É inversamente proporcional. Não há futuro. A vida não serve para nada. Não quero saber. Lembro-me de ter pavor de ficar sem um membro, cego ou numa cadeira de rodas. Como isso estragaria o meu futuro perfeito, ser assim, deformado. Sentia a poluição a entrar dentro de mim e a apodrecer os meus órgãos, ali, em tempo real. Queria estar entre os seleccionados, queria ser o melhor, queria ser o primeiro. Para que? Para que querer tudo isso se os objectivos que conseguia alcançar não me faziam sentir nada? O que é que me faz sentir algo? Nada! Para que serve estar vivo? Para nada. Para que sentir vergonha? Embaraço? A necessidade de parecer bem aos outros? Fará a diferença? Só se vivermos muito em baixo, ao nível dos insectos. Não sou nada. Ninguém é nada, mesmo que pense que é. Somos máquinas, meras máquinas. O meu sentido de humor é cada vez mais negro. Noto isso. Deixei de ver as pessoas como pessoas. Adoro martirizar quem ainda acha que é gente. Os valores ideológicos dos outros são proporcionais ao meu sarcasmo. Mas não há problema. Não estou a ferir ninguém, porque ninguém é nada. Não podemos magoar o nada. Tudo desaparecerá. Current Music: The Flowerpot Men - Beat City
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Agradecemos muito mais a uma pessoa por ser uma vez boa do que a uma pessoa que é sempre boa. Current Mood:  grateful Current Music: Killing Joke - Adorations
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O lado positivo de quando temos muitas coisas para fazer, é a sensação que temos depois de completar cada tarefa. Aquele breve instante de relaxamento absoluto unido à felicidade e embriaguês de ter cumprido mais um objectivo e simbolicamente atirá-lo para trás das costas. Sentir a força e o poder que isso nos dá para enfrentarmos o próximo problema, dando-nos vontade de chamar esse problema até nós e gritar “quantos são???” Current Music: Ausweis - Eva
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Quando morre alguém, as pessoas que estavam de alguma forma ligadas ao morto entram num culto ao sofrimento. É como se não se acreditasse que as pessoas sofrem quando se perde alguém. Então têm que mostrá-lo através de rituais. Em vez de se passar estes dias a tentar aliviar a dor, passam-se os dias a mostrar aos outros que sofremos.
Current Mood:  nostalgic Current Music: Death In June - fall apart
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Quem é que se lembrou de chamar a um doce que sabe sempre a pouco de “fartura”? |
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Jan. 3rd, 2008 @ 02:49 am
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As pessoas tendem a eleger um melhor amigo. Ou mesmo um grupo deles. Imagina-se que as grandes amizades duram para sempre. Ou então imagina-se que são grandes amizades. Imaginamos que essas pessoas se unem a nós como uma família, mesmo depois de todos os grandes amigos que perdemos por motivos estúpidos e insignificantes, ou simplesmente se foram afastando até que se perdeu o contacto. É muito difícil encontrar uma amizade verdadeira, que seja como o amor por uma família. A maior parte das pessoas não tem essa experiência, limitando-se a manter apenas a própria família. Pessoalmente não tenho melhor amigo(a). Um dia sinto-me mais próximo de uma pessoa, outro dia de outra. Vou para onde a corrente das relações interpessoais me leva. Não elejo ninguém. Gostava que todas as minhas amizades se mantivessem para sempre. Custa-me pensar que isso não vai acontecer. |
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Esta véspera de natal, estava eu na santa terrinha a afiar os dentes para a típica comidinha de natal, a ver por exemplo as pernas de peru cruas que eram para o dia seguinte até me apeteceu desatar a trinca-las e a come-las à bruta como fazia o monstro das bolachas enquanto me enxotavam da cozinha à vassourada, quando me começo a sentir mal disposto sem saber porquê. Como estava cada vez pior decidi ir deitar-me a ver se melhorava. Enquanto estava deitado, recebi um telefonema (muito apreciado) da minha alien preferida que me fez rir um bocadinho. Depois de um pequeno momento alegre, voltei à minha rabugice enquanto ouvia o resto da família lá fora! À meia noite em ponto (mesmo em ponto!!) senti que ia vomitar, corri para a casa de banho e blhaaaarghh!! Pensando que isto tinha resolvido o problema, resolvi deitar-me já descansadinho da vida. Passado uma hora, outra vez o mesmo… Resultado: Passei a noite de natal a vomitar de hora a hora. Já não tinha nada no estômago mas continuava lá, na sanita a picar o ponto de hora a hora, a puxar o vómito até virem as lágrimas aos olhos. Ainda por cima estava frio e pisei água no chão da casa de banho e passei a noite toda com os pés gelados, rabugento, cheio de sono, a vomitar e sem conseguir dormir. Não consegui comer nada para além de canja e torradas até ontem. Emagreci 4Kg. Esta vai ocupar o primeiríssimo lugar nas minhas noites mais mal passadas de sempre. Current Mood:  infuriated Current Music: Christian Death - Cervix Couch
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Hoje tive um dia em que não me consegui entender com os meus colegas num trabalho. Com mais uns cabelos brancos, ia eu a caminho de casa a resmungar sozinho quando me cruzo com uma pessoa que há uns anos atrás não quis nada comigo. Falámo-nos e tal e continuei o meu caminho. Passado momentos cruzei-me com o porteiro da minha antiga escola, ao qual eu me tentava esquivar, saindo da escola antes do fim das aulas. Por vezes era apanhado e ele ia fazer queixinhas ao meu director de turma. Chegando a casa e apetecendo-me dar uns murros virtuais, decidi desenterrar a playstation para jogar street fighter alpha 3 e a puta da playstation não funcionou. Arghhhhh Current Mood:  frustrated Current Music: Balzac - Night Tide
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Ao olharmos para a nossa estadia no mundo dos vivos, muitos de nós ambicionam viver para desfrutar das maravilhas que a vida nos oferece. Desde passar a vida a viajar às artes, passando pelo desporto e o amor, existem conteúdos ínfimos que nos poderiam fazer felizes e aos quais desejamos dedicar todo o tempo de vida que temos. O problema é que para tirar partido dessas coisas precisamos de estar vivos e para estar vivos precisamos de trabalhar. O ser humano passa a maior parte do seu tempo de vida a trabalhar ou com preocupações a nível do trabalho. Não existe tempo suficiente para viver realmente. Ir gozando a vida nos poucos tempos livres não é o mesmo que viver realmente. Viver devia ser algo a tempo inteiro. A relação do trabalho com a vida é paradoxal. Permite a sobrevivência mas impede de viver. Mesmo sabendo que existem pessoas cheias de sorte que trabalham por gosto e que não se viam a fazer outra coisa, mesmo sem esquecer os benefícios do trabalho a nível de formação e educação da sociedade, sinto-me obrigado a afirmar que o trabalho é, e sempre foi, o maior inimigo do Homem. Current Mood:  frustrated Current Music: 45 Grave - Violent World
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Alien
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Dec. 7th, 2007 @ 02:24 am
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O ser humano é um ser sociável por natureza. Eu não. Current Music: Theatre of Hate - Original Sin
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Sabendo que o que se passa nos estados unidos afecta o mundo inteiro. Sabendo que só os norte americanos podem eleger o seu próprio presidente. Poderemos dizer que vivemos numa democracia?
Current Mood:  disappointed
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Por mais que pense, não consigo encontrar a minha paixão. A minha razão de viver. Aquilo a que me quero dedicar verdadeiramente. O que considero realmente importante em relação à minha existência como ser humano. Aquilo que me faria achar a vida demasiado curta. Preferia passar a vida a dormir.
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update
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Dec. 4th, 2007 @ 02:14 am
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Raio do lj apagou-me o post. |
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Não me sinto a mesma pessoa de um dia para o outro. De uma confiança inabalável a um medo paralisante. De um desânimo de viver ao oposto em sessenta segundos… |
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Na televisão assiste-se a um fenómeno interessante. Pessoas “qualificadas” na arte de comentar. Percebem tanto do assunto como eu percebo de japonês mas o que é importante é saber falar. A credibilidade daquilo que se diz, perante um país inteiro que pensa estar a ser informado por um especialista na matéria, é secundária. Tudo o que importa é a aparência de que se sabe o que se está a dizer. Tanto comentam o que se passa na assembleia da república como no futebol, passando pela ciência. Que génios meus deus! Se é para saber a opinião de ignorantes prefiro a minha. Ao menos na minha cabeça não há intervalos para publicidade pagos a peso de ouro. Current Mood:  confused Current Music: Radiohead
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 - entao e k fazes?
- nada de mais e tu? - coço o cu tenho k parar k ainda desenvolvo uma tendinite e dps fico de baixa - ahahaha já te disse para não trabalhares tanto
Current Mood:  lazy
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O ser humano nasce para a ilusão. As pessoas mentem-nos. Mesmo as que gostam de nós. Família, amigos, parceiros amorosos, ninguém é 100% honesto connosco. Os vendedores mentem-nos acerca da qualidade do produto que vendem. As histórias que ouvimos no café sobre o vizinho da amiga da prima da cunhada da irmã são em grande parte inventadas ou adulteradas. Muitas das coisas que aprendemos são meras suposições que alguém fez e as ensinou como verdadeiras. Os nossos governos mentem-nos. Quando oiço políticos falar já estou automaticamente a partir do princípio que não há ali nenhuma verdade. A minha mente adaptou-se a isso! Um pouco da mesma forma que se adaptou a ver por exemplo um preço 1.99€ como 2€ sem ter que pensar nisso. É automático! Mesmo quando dizem alguma verdade, não tem convicção. Não tem o intuito de trazer uma vida melhor e mais justa para a população. Não os livra da vida corrupta a que tresandam. Isso faz com que soe a mentira. Ou a uma verdade que engana. Não podemos acreditar na própria história do nosso país ou mundo. Adulterada, contada de boca em boca, INVENTADA! Se pudéssemos ver através da mentira, conheceríamos um mundo totalmente diferente. |
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Actualmente este blog nada mais é do que o meu diário psicológico. Sempre escrevi em primeiro lugar para mim e depois para quem quiser ler, mas de momento isso é ainda mais agravado pelo tipo de textos que escrevo. É natural que não sintam interesse nisto, mas não sinto vontade de escrever mais nada. Hoje tive um teste à minha dificuldade de interacção pessoal. Fui fazer uma apresentação (bastante simples, diga-se!). Não tentei evitar ser eu a faze-lo como é costume, o que se pode considerar uma evolução positiva, mas senti-me imensamente nervoso. Estava plenamente consciente de que se quero superar este problema tenho que o enfrentar e isso obrigou-me a assumir a responsabilidade de o fazer. Não me preparei convenientemente e isso fez com que me tivesse sentido completamente perdido de início. As notas que levei estavam-me a atrapalhar em vez de ajudar o que fez com que cedo as pusesse de lado. A partir daí já correu melhor porque construí uma linha de raciocínio na minha cabeça. Uma das coisas que me passou pela cabeça no momento foi que todo aquele nervosismo não tinha razão de existir pois eu não estava em julgamento, mas que mesmo assim não o estava a conseguir controlar. Pode-se dizer que ainda não superei a situação, mas existem aspectos que podem ajudar a minimizar. Um deles é estar mais seguro daquilo que estou a dizer. Dominar o assunto e estruturar antecipadamente uma linha de raciocínio em vez de usar os apontamentos de outra pessoa como eu fiz. Eu sei que isto parece óbvio… Current Mood:  apathetic
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F
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Oct. 15th, 2007 @ 09:00 pm
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FODA-SE!Current Mood:  pessimistic
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Planta que nasce torta já nunca se endireita, a menos que a planta faça psicoterapia.
Current Music: children's hour - slaughter house
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Não há maneira de escrever o desespero que sinto. É algo que tem que ser exprimido com som. Com gritos roucos e ecos abafados sobre as nuvens cinzentas de uma trovoada. O mundo parece um local tão solitário quando me sinto assim. Como se viver fosse caminhar à chuva por planícies vazias num estado de exaustão e por mais que queira desmaiar, não consigo. Nestas noites, o desalento torna-se insuportável. Current Music: GNR - Absurdina
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É curioso que só nos apercebamos que uma coisa acabou já muito tempo depois de ter acabado. Um dia damos por nós a pensar e a tomar consciência que já não nos encontramos dentro de algo. Quando sofremos, não deveríamos sentir o momento em que esse sofrimento acaba, assim como o começo de um novo capítulo? Deveríamos sentir o ar fresco a entrar nos nossos pulmões transformando-se em felicidade e alivio que juntamente com o oxigénio nos percorria o sangue. Onde está o alivio? Onde está a felicidade? Talvez seja porque não é a nossa vida que nos faz felizes ou infelizes. Talvez seja algo que está no nosso interior e nos caiba a nós próprios decidir como queremos viver, independentemente da situação em que nos encontramos. |
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Hoje, fui para o meu castigo diário que é ir pedalar na bicicleta que tenho na garagem. Estava uma bela tarde de sol e calor quando fechei a porta da garagem. Meti os phones nos ouvidos e desatei a pedalar. Quando acabo, abro a porta da garagem e deparo-me com chuva e trovoada! Perante isto a conclusão mais lógica é claramente que pedalei tão rápido que até viajei no tempo! Current Music: Algebra Suicide - little dead bodies
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Não percebo uma sociedade onde as pessoas dizem aquilo que é simples de forma complicada e misteriosa, de maneira a camuflar o conteúdo vazio do seu pensamento. Será a “arte” de usar palavras complexas sinónimo de inteligência? Os papagaios também aprendem palavras caras. Para mim estas pessoas esforçam-se para mostrar o quanto são burras, pois inteligente é aquele que diz as coisas, sejam elas simples ou complicadas, da forma mais simples possível.
Current Music: clair obscur - the pilgrim's progress
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Quando se espera esperançadamente pelas palavras que nos farão sorrir e essa espera parece eterna aos nossos olhos, o silêncio anuncia a desilusão. No entanto, insistimos em esperar, condenando-nos assim a caminhar ao lado da vida. Current Music: Christian Death - Cervix Couch
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A cena da ovelha

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Aug. 26th, 2007 @ 04:17 am
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Se eu vos conheço tão bem quanto me conhecem a mim, da próxima vez que vos vir digo-vos “Olá estranho!”. |
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